
Eu sou uma alma perdida
Eu sou um derrotado
Eu sou um vegetal
Eu sou um vampiro
Vago por ruas e becos sujos
Minhas lágrimas sujam a terra
Meu sangue já não flui mais
Minha carne esta podre e em chamas
Minha alma esta rasgada
A dor que sinto é eterna
O remorso infinito
O prazer inexistente
O amor, sem significado
O ódio, constante
Minha visão é apenas em preto e cinza
Não vejo cores
Não distingo o bonito do obsceno
Não escuto palavras de devoção
Não sinto as garras da penumbra em minha pele
Não tenho coração
Não sinto amor
Não sinto alegria
Ou qualquer outra coisa
Apenas ódio
Tristeza
Dor
Não conheço sentimentos
Sou oco
E eterno
Por toda minha vida
Procurei a melhor droga
O maior sofrimento
A felicidade
O amor
A morte
Não achei nem um
Então percebi que eles estão dentro de mim
Então os destruí por completo
E a cada noite me arrependo
Com os olhos e peito sangrando
Com o remorso por ter morrido antes da hora
Com o peso na consciência
De não ter amado
De só ter odiado
De ter perdido tudo por nada
A cada dia sofro novamente
Não sinto mais nada
Agora não me resta nem a morte
Já me dei por morto
Não posso entrar no inferno
Não posso entrar no céu
Não existo
O preto de minhas vestes ofusca o meu ego
A cor de minha pele destorce minha etnia
O formato de minha face me deixa sem expressão
Sou um nada
Sou apenas a sombra de mim mesmo
Sou uma mera lembrança de uma derrota
Não posso dizer que estou morto
Pois meu corpo ainda existe e se move
Mas não posso dizer que estou vivo
Pois não tenho mais coração
Não vivo
Eu vago sem rumo
Se pudesse desejar algo
Desejaria morrer
Para acabar com meu tormento
Para acabar com minha dor
Para acabar com meu corpo
Para acabar com minha vida
Se é que dá pra chamar de vida
Meu caminho sangrento
Minha dor eterna
Meu vício em tristeza
Mas quando chego em meu destino
Eu vejo a arma que nem um mortal pode usar
Que pode matar todos os seres humanos da terra
Se é que se pode chamá-los de humanos
Com seu ódio pelo próximo
Com sua agressividade
Com sua ferocidade
Com sua petulância
Com seu hedonismo
Mas invés disso
Prefiro acabar com mim mesmo
E sair desse ódio eterno
Destruir meu danificado ego
Paralisar meus confusos sentindos
Retardar meu prazer inexistente
Acabar comigo mesmo
E enfim acabar com isso tudo
Sem esperança e amor
acabo com minha jornada a morte.
Eu sou um derrotado
Eu sou um vegetal
Eu sou um vampiro
Vago por ruas e becos sujos
Minhas lágrimas sujam a terra
Meu sangue já não flui mais
Minha carne esta podre e em chamas
Minha alma esta rasgada
A dor que sinto é eterna
O remorso infinito
O prazer inexistente
O amor, sem significado
O ódio, constante
Minha visão é apenas em preto e cinza
Não vejo cores
Não distingo o bonito do obsceno
Não escuto palavras de devoção
Não sinto as garras da penumbra em minha pele
Não tenho coração
Não sinto amor
Não sinto alegria
Ou qualquer outra coisa
Apenas ódio
Tristeza
Dor
Não conheço sentimentos
Sou oco
E eterno
Por toda minha vida
Procurei a melhor droga
O maior sofrimento
A felicidade
O amor
A morte
Não achei nem um
Então percebi que eles estão dentro de mim
Então os destruí por completo
E a cada noite me arrependo
Com os olhos e peito sangrando
Com o remorso por ter morrido antes da hora
Com o peso na consciência
De não ter amado
De só ter odiado
De ter perdido tudo por nada
A cada dia sofro novamente
Não sinto mais nada
Agora não me resta nem a morte
Já me dei por morto
Não posso entrar no inferno
Não posso entrar no céu
Não existo
O preto de minhas vestes ofusca o meu ego
A cor de minha pele destorce minha etnia
O formato de minha face me deixa sem expressão
Sou um nada
Sou apenas a sombra de mim mesmo
Sou uma mera lembrança de uma derrota
Não posso dizer que estou morto
Pois meu corpo ainda existe e se move
Mas não posso dizer que estou vivo
Pois não tenho mais coração
Não vivo
Eu vago sem rumo
Se pudesse desejar algo
Desejaria morrer
Para acabar com meu tormento
Para acabar com minha dor
Para acabar com meu corpo
Para acabar com minha vida
Se é que dá pra chamar de vida
Meu caminho sangrento
Minha dor eterna
Meu vício em tristeza
Mas quando chego em meu destino
Eu vejo a arma que nem um mortal pode usar
Que pode matar todos os seres humanos da terra
Se é que se pode chamá-los de humanos
Com seu ódio pelo próximo
Com sua agressividade
Com sua ferocidade
Com sua petulância
Com seu hedonismo
Mas invés disso
Prefiro acabar com mim mesmo
E sair desse ódio eterno
Destruir meu danificado ego
Paralisar meus confusos sentindos
Retardar meu prazer inexistente
Acabar comigo mesmo
E enfim acabar com isso tudo
Sem esperança e amor
acabo com minha jornada a morte. 
By Docristo Lord Cigano
Nenhum comentário:
Postar um comentário