Eu sou o tudo e sou o nada

Meus olhos me iludem.

"Meus olhos me iludem
Meus sentimentos me dominam
Minha mente me confunde...
Lágrimas angustiadas escorrem em meu rosto Já não sinto mais nada a não ser uma paixão inacabada
Meu corpo parece imóvel
Mexendo-se apenas para enxugar o sangue que transborda de minhas veias por cortes que eu mesmo fiz em meu corpo
Estou num prolongado desespero que teima em permanecer comigo
O desespero da dor O desespero da paixão que um belo dia acertou meu coração solenemente, mas que foi me tornando um condenado em sentí-la
Até mesmo meus sentidos eu não tenho mais
Não sinto mais nada que não seja esse doce - amargo sentimento que me consome
Um sentimento de pura paixao
E eterna devoçao,devoçao ao nosso amor
Mesmo nos nossos momentos de tristezas
E nos nossos momenos de solidao
Serei devoto ao nosso amor
E sincero a nossa paixao".

Minha Angel

Ária às Almas

Eu venho aqui cantar para as almas,
Arranhar a lira soturna dos lamentos.
É nesta hora nefasta que a dor em mim preside,
Assim como vermes sobre a carne podre.

Esses espectros que semeiam minhas angústias,
Abafadas pelo silente desespero de quem busca a morte,
São a vil personificação de meus demônios.
Que me devoram a cada instante com iniqüidade.

Fatidicamente vilipendiado, nasci do gene dos seres sofredores.
Vítima do atavismo medonho de minha estirpe,
Sucumbi-me ao jugo da solidão perene.

Escutem, infaustas almas, meu canto de agonia:
Quis eu, a ventura de Endimião,
Passar a vida sob sono perpétuo...

Suicide Angel

Ária às Almas

Eu venho aqui cantar para as almas,
Arranhar a lira soturna dos lamentos.
É nesta hora nefasta que a dor em mim preside,
Assim como vermes sobre a carne podre.

Esses espectros que semeiam minhas angústias,
Abafadas pelo silente desespero de quem busca a morte,
São a vil personificação de meus demônios.
Que me devoram a cada instante com iniqüidade.

Fatidicamente vilipendiado, nasci do gene dos seres sofredores.
Vítima do atavismo medonho de minha estirpe,
Sucumbi-me ao jugo da solidão perene.

Escutem, infaustas almas, meu canto de agonia:
Quis eu, a ventura de Endimião,
Passar a vida sob sono perpétuo...

Eterno amor

O Céu pelo Avesso

Foi longo tempo nessa terra
Que se passou diante as trevas
Já não havia mais o dia
Só uma luz radioativa
Que incendiava nossas almas
Numa pulsante dor macabra
Ao se apagar, foi despertar
Os anjos caídos atirados ao abismo
E na sede do teu ódio
Levantaram-se os inimigos
É Guerra Santa...
E quem virá nos salvar
Se eu pudesse ver
O que há do outro lado
Se eu pudesse tocar
O que não conheço
Se eu pudesse voar
Pelo espaço
Se eu pudesse tocar
O céu pelo avesso...
E nasce como dor pulsante
A nossa sede pelo sangue
As sete velas se apagaram
Foi pelo sopro do pecado
Anjos de luz e anjos negros
Se enfrentavam no deserto
O nosso tempo terminara
Ao se quebrar a última espada
E renasceu um novo tempo
E passaram anos
E completaram milênios
Homens se julgam sábios
Deixaram o céu pelo avesso
É Guerra Santa...
E quem virá nos salvar

Minha linda Suicide Angel

Tristeza

Não era tanto... Mas não cabia no peito
Era mais que pranto com lágrimas e olhos vermelhos
Assim pelo meu desespero,
Por despetalar o que fora inteiro
A dor era o amargo lenitivo
Era fronteira que dividia os sentidos...
E unificava os versos como música
Ah! Se aquela estação fosse a última!
Se não houvesse tantas após
Se o tempo não fosse meu próprio algoz
Quando a noite findava a loucura
Adormecia em Sol menor e despertava com a Lua
Seguia os áureos ventos que insinuavam as veredas
Era um peregrino das paisagens serenas
Mas se aproximava o temporal e o cataclismo
Agora a brisa é vendaval, e ascensão é declínio
Via o vão abissal que fragmentava minha alma
Eu já não era imortal como imaginava
Assim como o palco vazio de um teatro
Meu espírito num monólogo e... fim do primeiro ato!
Resta-me o império devastado, E uma esperança em ruínas
Que antes da noite chegar, Tu me levarás a vida
Agora... sou constelação de uma estrela
Sei que não é o momento... Mas desculpe minha tristeza...

Eu sou o tudo e sou o nada

Penumbra

Transpiro saudade pelos ossos
A face pálida, por vezes rubra
Denuncia a penumbra
E o sofrimento nos meus olhos

Por que não cala-te
E adormece nesse peito?
Ó! Espectro de luz...
Carrasco do meu silêncio

Leva! Afasta de mim
Os vestígios dessa lembrança
De quem chora pela ausência
E teme pela distância

Porque minha alma
Não suporta tanta angústia
Porque meu lamento
Aos teus ouvidos é música

E aqui nesse claustro
Prisioneiro de mim mesmo
Me desfaço com o medo
Enlouqueço... Adormeço...

Por que tu és fogo que não arde
És paisagem fria e morta
És saudade que me invade
Destrói... Devora...

Não lembro quantos sorrisos
Cabiam em meu rosto
Tanto ardor! E quanto desejo!
Mas tu levaste todos...

Se Deus soubesse
Da minha existência
Não iria permitir
Tuas ofensas...

Por que me torturas
E não me condena?
Por que não me abandona
E me deixa morrer de tristeza?

Meu corpo é meu templo
É o resto em ruínas
É esquife do espírito
Que renuncia à vida...

Tu és a voz profana
Que ecoa em meus ouvidos
É a noite, é meu drama
Meu ritual de suicídio

Transpiro saudade pelos ossos
A face pálida, por vezes rubra
Denuncia a penumbra
E o sofrimento nos meus olhos...

Angel Belly Dance

A magia de uma Cigana

Ira Lasciva

Eu sou o semblante triste
O sorriso curto e ainda tímido
Por traz dos olhos de esfinge
Se esconde um vulto, ou espírito

Dentro da minha alma
Existe uma necrópole
De vampiros suicidas
Mortos de overdose

Fragmentos de poesia,
Anjos loucos num calabouço
Acusados de heresia
E torturados pelo fogo

São vagas todas as lembranças
Da insânia ingênua e lua fria
Fui traído pela falsa santa,
Na neve branca da melancolia

Assim ao amor dos mortais
Prefiro a solidão dos Anjos
E a minha condição fugaz
De simples ser humano

Sou uma tela, sou um quadro surreal
Pintado à óleo e sangue
Sou guerreiro guardião do Santo Graal
Na clausura de Notre Dame

Montagem com minha esposa-SuicideAngel

Espelho D'água


Gosto de ti, se me procuras à noite
Quando estou só, não ouço a voz, não vejo as cores
Posso sentir, sua presença em minha alma,
Se vens até mim, e a vejo num espelho d'água
Não posso tocá-la, por que está além dos olhos meus
Na madrugada somos três... a tristeza, a solidão e eu...
Se estás aqui, e adormeço em teus acalantos,
Não temo o Sol, não temo a luz nem seus quebrantos
Se tu me acolhes, já me inundo de desejos
Óh! Fada nua... Óh! Luz sombria do meu espelho
Quem dera... Se fosses a rosa branca dos meus vícios
A fumaça nos pulmões... o escudo, a espada e o espírito...
Eu vejo vozes e ouço vultos,
Eu fumo um cigarro e corto meus pulsos
Um corpo caído, um sonho do avesso
Duas taças de vinho, sangue e cianeto
Já não luto contra o luto, não amputo meus impulsos
Desmaio ao devaneio no meu leito moribundo
Noturno... soturno, na dor e na saudade
Nas flores do sepulcro até que a vida nos separe
A lágrima no rosto é mágoa
A lágrima no chão é um espelho d’água...

Inconscientemente Insano

Vejo luzes dançantes
No escuro me sinto só
Protegido pela névoa
Camuflado pelo meu corpo
Busco o sentido
O sentido de tudo
O porquê de cada ato
De cada passo predestinado
Agora vejo-as girando
Não param de girar
A vida passa aos meus olhos
Num piscar do universo
Um insight passa sobre meus pensamentos
Me deixando louco por um segundo

...ou talvez normal
Vejo os extremos quase se tocando
Como num atalho imaginário
O impossível agora
pode ser alcançado
E o improvável se torna inevitável
Sombras invadem minha mente
Demônios riem nas trevas
O confronto é incessante
A vitória é sempre incerta
O magnetismo das forças
traz consigo a eternidade da luta
O momento inoportuno e difícil
proclama o final já esperado
O brilho da espada do guerreiro
não reflete mais
seu olhar imponente
Seu cavalo alado
agora quase morto
descansa ao seu lado
O elmo, antes reluzente
Agora chanfrado de tantas batalhas
Não mais o protege no combate
Sinto a bandeira do inimigo
Fincada em minha alma
O guerreiro está ferido
e a batalha perdida
Volto à realidade insana
E não consigo mais pensar
Mas percebo agora
o sentido dessas linhas
No decorrer da vida
a guerra seguirá
Só espero ao fim dela
conseguir achar
a razão... o objetivo
que me trouxe até aqui
Que me fez, um dia, acreditar
Que me fez, dessa vez...
à sanidade voltar .

Resquícios de um Romance Sangrento





Eu esmoreço aos poucos,

enterro-me não como a carcaça que putrefaz,

Mas sim como a lápide de meus sonhos!



Minha sina agora é por ti,

Meu anjo agora és tu,

Se fores aquele que almeja a dor

Através de mim, terás!



Tal qual a pétala que ainda jovem

é consumida pelo mais nefasto ser,

Estou a definhar entre trevosas e espinhentas

rosas do meu mundo interior!



Meus sentidos agora são por ti,

Meus medos todos serão por ti,

Se fores aquele que estava prescrito nas profecias,

Saiba que há o Mal em mim!



Assim como num conto da Era Medieval,

o cavaleiro das Trevas armado assaltou-me,

Assim como nos versos em que praguejo,

meu guardião veio para meu tormento!



Minha vida agora é por ti,

Minha dor agora é por ti,

Se minhas orações forem fortes

O tormento há de logo abrandar!



Deixei que a demência tomasse conta

de minha já deturpada imaginação,

Levei meus pensamentos até o mais belo dos céus

e caí nas garras do purgatório!



Minha queda moral será por ti,

Meus desvarios serão por ti,

Mas se queres a salvação,

Agarre-se às suas crenças e fuja enquanto é tempo!



Afague meu corpo em frangalhos,

enlouqueça os meus maculados segredos,

Embaralhe minha turva visão,

esquarteje a carne enfraquecida,

mas suplico: não perca-se!



Meus versos serão para ti,

Minhas canções estarão em ti,

Porém a loucura é satânica,

E deves salvar sua alma enquanto ainda há chance!



Arraste-me até o poço mais imundo dos cemitérios,

mate-me, arraste minha carcaça,

Mas suplico para que deixe de ludibriar seus olhos de lobo

pois a besta selvagem sou eu!



Meus sonhos serão por ti,

Minhas mágoas serão por ti,

Mas se queres escapatória,

Entregue-se ao medo!



Corte-me, torture-me,

estrangule-me com seus toques!

Envenene-me, complete a odiosa possessão,

reviva os pecados de sua vida anterior!



Meus males serão por ti,

Minha cura estará em ti,

Mas se ainda queres viver

Abandone-me!



Despedace o coração

de uma merecedora do sofrimento eterno,

Aumente o peso do fardo que devo carregar,

assassine os fados que construo com sua presença!



Minha vida segue em ti,

Meu castiçal apaga-se por ti,

Se ainda almeja ver a luz

Afaste-se desta fatídica criatura!



As mortiças horas estão a fundirem-se,

a cavalgada dos mortos está para pisotear-te,

Os bizarros desejos pelo mórbido juízo final

estão a corroer o silêncio!



Meus pavores estão em ti,

Meus horrores estão guardados em ti,

Porém se procuras não se machucar

Proteja-se de mim!



Em seus ombros

vejo as asas angelicais esconder,

Em suas palavras percebo a sabedoria a escorrer

por entre a perturbação que adquiri!



Definharei somente por ti,

Meu êxtase será por ti,

Se anseia pela libertação

Esconda-se no coração enegrecido da noite!



As tragédias teatrais parecem misturarem-se

entre as palavras que dizeis,

Meus sentidos entorpecidos choram quando mostro alegria,

minha loucura está levando-me à morte!



Meu morgue será por ti,

Minhas vísceras irão se retorcer por ti,

Se fores aquele que tentará salvar-me

Perderá sua sanidade!



Pelas melodias profanadas,

pelas premonições profundamente enganadoras,

Em cemitérios entre vivos,

em morgues entre sentimentos,

respirarei enquanto ainda puder!



Meu embalo no compasso ritmado será por ti,

Minha dança fúnebre será por ti,

Porém se ainda queres prazer

Destrua esta minha maldita orquestra!



Ao invés do leve abrir da ostra

que mostra orgulhosa a pérola embalsamada,

Trancafiarei este sentimento no mais oculto porão,

para que as armas da minha loucura jamais firam seu coração!



Meu amor segue por ti,

Minha adaga permanece cortante por ti,

Mas se queres que eu corte-me,

Por ti, sangrarei até a morte!