Lágrimas Profundas






Sofrimento que tira nossa alegria e contentamento
Estou tão abalado psicologicamente
Não consigo concentrar minha mente
Tudo que acontece conosco é meio desconcertante,
Não tem cor
Mas tem alteração na nossa atenção
O mundo à nossa volta é distante de nós,
Nunca entende nem compreende
Faz de tudo para se afastar e melhorar sozinho
Um alguém entrou na minha vida
E deixou-a mais sofrida
Não sai dos meus pensamentos
Em qualquer lugar que eu esteja
Vai ficando cada vez mais doloroso
E é muito desastroso
Qualquer lugar será difícil de lhe tirar
Sem que eu nunca mais te veja
Ficou e se habitou dentro de mim
Etapas se passaram e o que sobrou?
Um homem que chorou lágrimas profundas
E a única coisa que pode ele dizer
É que um dia amou

Ama Me...




Ama-me como que por encanto,ria meu riso e chore meu pranto,ama-me com simplicidade de alma,verdadeira e vorazmente,ame-me simplesmente...Ama-me como um bicho,sem pudor e sem leis,ama-me num esconderijo,e sem dó nem piedade,crava em mim tuas garras,de amor e de vontade,Ama-me vertiginosamente, à beira de abismos,e alturas celestes,conforta minha alma,que há séculos espera,perdida em guerra,de sentimentos e dores,saudades e angústias,salva-me de mim mesma,mas ama-me...ama-me como há muito tenho esperado,ama-me com a paixão dos desencarnados,ama-me com a piedade dos bons,e o desespero das rejeitadas,ama-me no céu, como no inferno,sem tempo, nem idade,ama-me com vitalidade...Ama-me nesta vida,e em todas que puderes,ama-me irrestrita e desesperadamente,como se fosse o último,ou o único...Ama-me porque sinto saudades,porque só sei amar com vontades,porque tua existência é necessária,porque teu amor tem verdades,porque apenas com você,me sentirei pleno, verdadeiro,amado, completo e acalentado,ama-me porque a noite é chegada,e se demorares muito,poderei não estar mais nessa estrada..

































Musica e Melancolia














Música Melodica, para meus ouvidos, faça-me entrar em êxtase, ressoe em minha alma, alimente-me com sua graça, acalme meu coração, relaxe meu corpo, cure por pouco tempo minha profunda ferida, faça com que saia deste lugar e deste corpo, leve-me para bem longe, próximo da minha amada, aqueça meu solitário e frio coração, contemple-me com sua melodia, toque e nunca mais pare.

Jardin das Almas Mortas



Num jardim de altos muros Essa noite fui passear,Guiado por um anjo negro Que em todos lugares me fez passar.Nesse jardim de altos muros Que a luz impedia entrar,Era frio, morto, escuro...Para onde quer que pudesse olhar.Flores mortas pelo chão,Fragrância de rosas murchas no ar...A morte era muito presente ali Não havia mais vida naquele lugar.Em seus corredores longos e escuros Eu percebia ao caminhar...Que nem mesmo a poderosa quimera Em seu interior conseguiria ficar.Vultos sem face, corpos sem coração Lar dos condenados à eternidade De viver sem vida De morrer em vão Onde encontrei tal jardim, tão cheio de desolação A resposta causou me espanto, desespero, frustração Percebi que o Jardim das Almas Mortas Estava dentro de meu coração.







RESQUICIOS DE UM ROMANCE SANGRENTO


Eu esmoreço aos poucos, enterro-me não como a carcaça que putrefaz,Mas sim como a lápide de meus sonhos!Minha sina agora é por ti,Meu anjo agora és tu,Se fores aquela que almeja a dorAtravés de mim, terás!Tal qual a pétala que ainda jovem é consumida pelo mais nefasto ser,Estou a definhar entre trevosas e espinhentas rosas do meu mundo interior!Meus sentidos agora são por ti,Meus medos todos serão por ti,Se fores aquela que estava prescrito nas profecias,Saiba que há o Mal em mim!Assim como num conto da Era Medieval, o cavaleiro das Trevas armado assaltou-me,Assim como nos versos em que praguejo, minha guardiã veio para meu tormento!Minha vida agora é por ti,Minha dor agora é por ti,Se minhas orações forem fortesO tormento há de logo abrandar!Deixei que a demência tomasse conta de minha já deturpada imaginação,Levei meus pensamentos até o mais belo dos céuse caí nas garras do purgatório!Minha queda moral será por ti,Meus desvarios serão por ti,Mas se queres a salvação,Agarre-se às suas crenças e fuja enquanto é tempo!Afague meu corpo em frangalhos, enlouqueça os meus maculados segredos,Embaralhe minha turva visão, esquarteje a carne enfraquecida, mas suplico: não perca-se!Meus versos serão para ti,Minhas canções estarão em ti,Porém a loucura é satânica,E deves salvar sua alma enquanto ainda há chance!Arraste-me até o poço mais imundo dos cemitérios, mate-me, arraste minha carcaça,Mas suplico para que deixe de ludibriar seus olhos de loba pois a besta selvagem sou eu!Meus sonhos serão por ti,Minhas mágoas serão por ti,Mas se queres escapatória, Entregue-se ao medo!Corte-me, torture-me, estrangule-me com seus toques!Envenene-me, complete a odiosa possessão, reviva os pecados de sua vida anterior!Meus males serão por ti,Minha cura estará em ti,Mas se ainda queres viverAbandone-me!Despedace o coração de um merecedor do sofrimento eterno,Aumente o peso do fardo que devo carregar, assassine os fados que construo com sua presença!Minha vida segue em ti,Meu castiçal apaga-se por ti,Se ainda almeja ver a luz Afaste-se desta fatídica criatura!As mortiças horas estão a fundirem-se, a cavalgada dos mortos está para pisotear-te,Os bizarros desejos pelo mórbido juízo final estão a corroer o silêncio!Meus pavores estão em ti,Meus horrores estão guardados em ti,Porém se procuras não se machucarProteja-se de mim!Em seus ombros vejo as asas angelicais esconder, Em suas palavras percebo a sabedoria a escorrer por entre a perturbação que adquiri!Definharei somente por ti,Meu êxtase será por ti,Se anseia pela libertaçãoEsconda-se no coração enegrecido da noite!As tragédias teatrais parecem misturarem-seentre as palavras que dizeis,Meus sentidos entorpecidos choram quando mostro alegria, minha loucura está levando-me à morte!Meu morgue será por ti,Minhas vísceras irão se retorcer por ti,Se fores aquela que tentará salvar-mePerderá sua sanidade!Pelas melodias profanadas, pelas premonições profundamente enganadoras,Em cemitérios entre vivos, em morgues entre sentimentos, respirarei enquanto ainda puder!Meu embalo

Docristo


O Gótico Eu sou o poeta da escuridão que semeia em frios jardins flores mortas com as pálidas mãos Sou o ser escuro que vigia a noite com o olhar de vampiro buscando encontrar a belezaque se esconde em cada sombra Meus olhos pintados de preto vêem o que não podeser visto pelos olhos mortais Eu sou a bruma noturna o ouvido dos GÁRGULAS nas catedrais Eu vagueio nos céus escuros onde os olhos dos corvos brilham no mágico crepúsculo Nas trevas vejo a luz que poucos ainda produz e na terra onde os seres do dia rastejam plano suavemente com minhas asas de anjo negro Minha solidão devora as horas esperando o dia terminar até cair sobre mim o manto da noite onde sonho acordado sem despertar Meus versos escritos com sangue deslizam como uma chuva tépida nos prédios abandonados onde deixo o lamento de um mundo do entegravadoDoenças deixadas pelos seres do dia que destroem o mundo com sua ímpia enfurecida Quem são os estranhos? Ou seriam os loucos? Deixe-me só com minha tristeza pois o que resta é chorar afinal, alguém precisa chorar então que seja eu o ser da escuridão o Nosferatu Deixe-me acender minha fogueirana terra das almas mortas quero deitar-me sobre as lápides frias e tortas deixadas pelos seres de outrora Deixe-me cantar nas entranhas escuras Close to meo mundo está doente talvez não há mais cura alguém precisa chorar então que seja eu o ser da noite escura.