
Em seu sorriso singular
Meus motivos pra lhe amar
E dentre esses mais um monte
Em seu modo de falar
Olhando-me com ternura
Mal tu podes suspeitar
O tamanho da amargura
Que a mim tem perturbado
Me inebria, me atiça,
Para mim já é um fado
O desejo e a cobiça
Por ti sofro dia e noite,
Por ti sofro noite e dia,
Como que por atroz açoite
Infindando minha sangria
Puro és oh! Meu amor,
Tão raro ser encontrado
Por que causas tanta dor
Feito o corte d'um machado?
Por ti sofro desse mal
Pungente e abaldeiro
Meu coração pandea tal
Qual a mazela do barbeiro
Não lembro nada que fizesse
Pra de tal mal perecer
Oh! Deus, mesmo que quisesse
Não consigo te entender
Com seu rosto imaculado,
Não há vênia que preste
Pra mim é fato consumado
Que foi tu quem a fizeste!
Mas por que a extraiu
De sua morada grandiosa?
Um anjo em terra tão vil
Deus, que idéia odiosa!
E quanto a tu, anjo cimério,
Me sorveu serenamente
Estou morto embora quente
E sem jazer num cemitério .
By Docristo


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